Maria Mathilde e sua mãe Cecília Meireles .
Acrilica sobre canvas . Fernanda Correia Dias
Foto Fernanda Correia Dias
DIÁLOGO DE A POESIA COM O POEMA
Maria Mathilde e sua mãe Cecília Meireles .
Acrilica sobre canvas . Fernanda Correia Dias
Foto Fernanda Correia Dias
DIÁLOGO DE A POESIA COM O POEMA
Hoje é aniversário da minha mãe Maria Mathilde e esta arte que fiz acima, em acrílica sobre canvas, é a fotografia que está no miolo e na capa do livro que escrevi sobre ela.
Repeti a pintura que o grande e querido pintor Árpád Szenes retratou minha avó poeta, escritora, Cecília Meireles, cujo título é A POESIA e retratei minha mãe Maria Mathilde com o título de O POEMA . Pintei os dois retratos juntos, onde ambas estão no mesmo ambiente, uma diante da outra, cujo nome é DIÁLOGO DE A POESIA COM O POEMA.
Ela conheceu esse retrato que eu fiz em 1988 e amava muitíssimo. Me dizia que gostava mesmo de olhar para o que eu fiz, porque era assim mesmo que elas conversavam: uma diante da outra!
Ela conheceu esse retrato que eu fiz em 1988 e amava muitíssimo. Me dizia que gostava mesmo de olhar para o que eu fiz, porque era assim mesmo que elas conversavam: uma diante da outra!
Homenagem às duas, Maria Mathilde (15.09.1924-10.10.2007) e Cecília Meireles (07.11.1901-09.11.1964) e ao casal de pintores Árpád Szenes (06.05.1897-16.01.1985) e Maria Helena Vieira da Silva (13.06.1908-06.03.1992)
Dei o título ao lindo livro que escrevi sobre minha mãe Maria Mathilde de AVIS RARA.
Nessa cadeira que ficou na casa da minha avó, depois que Maria Helena Vieira da Silva e Arpád Szennes partiram para Lisboa, estamos sentadas eu e minha irmã Fátima, ainda criancinhas e fotografadas por meu avô e meu padrinho de batismo, o engenheiro agrônomo e professor de fitopatologia, que também foi reitor da Universidade Rural, Heitor Grillo (24.07.1902-27.06.1971).
Na fotografia que o vovô Grillo fez de Fátima e Fernandinha (minha avó Cecília e madrinha me deu o nome de Fernandinha!) e que reproduzo acima, leio com a letra da minha mãe, nossos nomes e idades, abaixo de nossos rostinhos, como um beijinho . Essa fotografia ficava em cima da mesa da Vó Cecília.
Também reproduzo acima. ao nosso lado, a nossa amiga de família e pintora Maria Helena Vieira da Silva mulher e amada do Árpád Szenes. Ela está sentada na mesma cadeira de vime.
A mamãe me diz até hoje: Vão os dedos e ficam os anéis. Pois o que nos une aqui, não é cadeira, mas o amor dessa lembrança. A cadeira existe sim, em nossa memória, nas fotografias e pinturas, mas o diálogo que Maria Mathilde manteve por toda a sua vida com sua mãe, filhas, netas, família e mundo está fixado em sua poesia brilhante. A única filha de Cecília Meireles que escreveu poesia por toda a sua vida a qualquer instante, em qualquer lugar, sem escolher papel ou tinta. A consciência e ação da espontânea certeza da importância de fixar a concisão intelectual em letras e no instante.
Eu e minha avó Cecília Meireles, temos mãe com o mesmo nome e lembrando a mesma pessoa: Maria Mathilde , a mãe da minha avó Cecília Meireles. Ela deu o nome à filha, homenageando a mãe dela e avó da minha mãe...
Beijo mamãe querida!
Beijo Bisa-Mathilde!
Beijo mamãe querida!
Beijo Bisa-Mathilde!
Beijo amigos e família!
Hoje o dia é todinho dela!!!
Fernanda Correia Dias
a filha de Maria Mathilde e
a neta de Cecília Meireles
in Feliz Aniversário, Mamãe!